terça-feira, 31 de março de 2009

Running Wild - Diabolic Force

Ó nóis aqui, voltando das cinzas do tempo.

Pois bem, a moral do episódio (leia-se primeiras 4 semanas de aula) é de que: To cansado.

Aconteceu tanta coisa em tão pouco tempo, em 28 dias de certo gosto amargo na boca, por ter de ficar afastado dos meus amigos de classe. Todo mundo batalhou ano passado junto, sofreu junto, se ajudou e deu as mãos sem nada querer em troca (Certas pessoas, bem... Queriam sim).
Mas não deu.

O que eu planejava pra daqui a uns 2 anos, aconteceu mais cedo.
Foda.

Sem mais delongas. Hoje deu vontade de escrever um pouco pra descarregar essa decepção, nem que seja de 7 a 11%, ou seja, minha média de alívio ao escrever no bloguinho.

PS: To pra escrever a maior resenha de livro de todos os tempos (novidade), da Trilogia do Disco de Jade que FINALMENTE terminei de ler.

Mergulhar dentro de si mesmo é assustador às vezes, mas os tesouros encontrados compensam a busca nas trevas (Vagner, 2009)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Saxon - Fire in the Sky (The Eagle has Landed)

Duas semanas.
Duas semanas.
Que mais pareceram um concentrado de dez sextas-feiras 13.
Nunca Murphy pegou tanto no meu pé, caraleo.
O único dia que salvou foi o domingo. Que apesar da chuva atrapalhar meus planos, no deixou por outro lado um momento agradável. Delicioso.
Único nesses ultimos dias.

Trabalho, casa, UEL... Tudo resolveu conspirar contra aquela sensação de que tudo ia dar certo em 2009. Mas apesar disso, vo continuar aquele otimismo inuzístico.
Toca pra frente.

Só sei que o professor de matemática tem uma série de características que deixam por um fio a minha permanência na UEL

-Indiano
-Não domina a aula
-Fala em uma frequência inaudível para humanos
-A frequência que ele usa pra se comunicar resulta em frases desconexas e incompreensíveis.
-Didática que não preza os resultados obtidos, mas sim A ESTÉTICA DA MATEMÁTICA. Isso quer dizer que o exercício deve ser BONITO e não EXATO.
-Coibiu o uso de calculadora na aula.

Fora que a sala onde eu caí é pior que a de uma quarta série. Papeizinhos e gizinhos voando pra lá e pra cá, um converseiro DESGRAÇADAMENTE ENSURDECEDOR.
O pior de tudo:

EU TENHO QUE FICAR DE PAU DURO PRA ESTUDAR ESSA MATÉRIA, SENÃO FIM DO ANO LÁ TÁ O INU FAZENDO VESTIBULAR DE NOVO.

Ah vida, o que que eu fiz pra vc? Me responda pelamordedeus


Uma solução viável...
A outra tem cabelos vermelhos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Praying Mantis - Best Years

Ontem, início das aulas: Um relato.

Mesmo local;
Van errada;
Van atrasada;
Pessoal gordo, pelo jeito as férias foram semi-sedentárias;
Pessoal (um pouco) mudado pra melhor;
Caminho da roça, Londrina maesumaves;
Tocando terror com calouros de cursos alheios;
UEL lotada, e gente já pintada;
Caminho da roça x2, em direção à sala;
Reencontrar amigos de batalha, que te cumprimentam efustivamente;
Marian, Katia, Krébis, Naty, Ana, Glis, Fabiano, Anna Yoko. Todos;
Novidades, Novidades e mais Novidades;
Alguém chama a atenção (indevida) pro meu cabelo;
Professor novo, exigente, porém promete;
Matérias mais profissionais, sem contar mais difícieis;
Aula terminada mais cedo;
Pinguim: gastar 4 reais e 40 centavos. Tudo subiu 20 centavos;
Confundir professor de longe. E cumprimentado de volta;
Presença em palestra que eu não fui;
Atormetantar calouros;
Lamentar não ter trazido arma de taser;
Elefantinho, batom, plaquinha e farinha neles;
Despedir;
Descobrir que o caminho de volta é mais longo que o de ida;
Comer comida fria, microondas quebrado;
Dormir.

Primeiro dia. Só o primeiro.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Motörhead - Ace of Spades

O Diário de um Cão

1ª semana
- Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a esse mundo!!!

1 mês - Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!

2 meses - Hoje me separaram de mamãe. Ela estava muito inquieta e com seus olhos me disse adeus como esperando que minha nova “família humana” cuidasse bem de mim, como ela havia feito.

4 meses - Cresci muito rápido, tudo chama a minha atenção. Há várias crianças na casa que são como meus “irmãozinhos”. Somos muito levados, eles me jogam uma bola e eu os mordo jogando.

5 meses - Hoje me castigaram, minha dona se zangou porque fiz “pipi” dentro da casa… mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como eu durmo num lugar fechado…eu não agüentei!!!

6 meses - Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido…Creio que minha família humana me ama muito… Quando estão comendo me convidam, o pátio é somente para mim e eu estou sempre cavocando, como os meus antepassados lobos, quando escondiam a comida. Nunca me educam, seguramente porque nada faço de errado.

12 meses - Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam.
Que orgulhosos devem estar de mim!!!

13 meses - Como me senti mal hoje… Meu “irmãozinho” tirou a minha bola. Como nunca pego seus brinquedos fui atrás dele e o mordi. Mas como meus dentes estão muito fortes, machuquei-o sem querer. Depois do susto me prenderam e quase não posso me mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que vão me deixar em observação…não entendo nada do que está acontecendo.

15 meses - Tudo mudou…
Vivo preso no pátio...
Na corrente…
Me sinto muito só…
Minha família já não me quer.
As vezes esquecem que tenho fome e sede e quando chove não tenho teto que me cubra…

16 meses - Hoje me tiraram da corrente. Pensei que tinham me perdoado…Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e meu rabo parecia um molinete… Parece que vou passear com eles. Subimos no carro, atrelamos o carreto e andamos um grande trecho quando pararam. Abriram a porta e eu desci correndo, feliz, crendo que era dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e foram embora.
– Esperem!!! – lati – Esqueceram de mim…!!!.
Corri atrás do carro com todas as minhas forças… Minha angústia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam.
Tinham me abandonado…

17 meses - Procurei, em vão achar o caminho de volta à casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algo de comer… Eu agradeço com um olhar do fundo de minha alma… Gostaria que me adotassem, eu seria leal como ninguém. Porém eles apenas dizem:
- Pobre cãozinho, deve estar perdido.

18 meses - Outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus “irmãozinhos”. Cheguei perto e um grupo deles, dando risadas, atirou-me uma chuva de pedras “para ver quem tinha melhor pontaria”…
Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos e desde então não enxergo mais nada com ele.

19 meses - Parece mentira mas quando eu estava mais bonito as pessoas se compadeciam mais de mim… Agora que estou muito fraco, com um aspecto bem mudado… Perdi meu olho. As pessoas me tratam a pontapés quando pretendo me deitar na sombra…

20 meses - Quase não posso me mover. Hoje, ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles me atropelou. Pelo que sei, estava num lugar seguro chamado “sarjeta”, mas nunca vou me esquecer do olhar de satisfação do motorista. Oxalá tivesse me matado… Porém, apenas me deslocou a cadeira. A dor é terrível, minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade me arrastei até uma moita de ervas fora da estrada…
Já fazem 10 dias que estou em baixo de sol, chuva e frio, sem comer. Não posso me mover.
A dor é insuportável.
Sinto-me muito mal, estou num lugar úmido e parece que meu pelo está caindo. Algumas pessoas passam e não me vêem, outras dizem:
- Não te aproximes.
Já estou quase inconsciente, porém uma força estranha me fez abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir.
- Pobre cãozinho, veja como te deixaram...
Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse:
- Sinto muito senhora, mas esse cão já não tem remédio, o melhor é que deixe de sofrer.
A gentil dama consentiu, com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela agradecendo por me ajudar a descansar… Senti somente a picada da injeção e dormi para sempre, pensando:
-Porque nasci, se ninguém me queria?

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Abba - Fernando

Hehe, me veio uma inspiração danada pra escrever a continuação de um certo post de junho.
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Ao seguir para o oriente, o cão solitário percebeu como as flores eram mais coloridas, o céu mais brilhante e a floresta verde.
Sonhar numa sala fechada não mostrava a ele novos cheiros, novos sabores e novas cores. A ilusão de viver a vida era forte demais naquele antigo (e agora obsoleto) lugar.
Resolveu dar as costas de vez para aquele lugar. Por isso caminhou ao oriente, onde o exótico o atraía.
E viu algo que o atraiu... Uma serpente vermelha.
Os dois se encararam e começaram a conversar. O cão contou a ela sua história, que ouviu atentamente cada detalhe. Logo eram parceiros.
A amizade entre o cão e a serpente em direção ao oriente era muito agradável. O cão precisava disso, de alguém que o ajudasse a se levantar. Mas o que até o cão não desconfiava aconteceu... Ele começou a olhar diferente para a serpente vermelha. Que nada tinha de boba, apenas adivinhou e guardou pra ela.
O cão tinha começado a gostar da serpente, mais tarde descobrindo que era por medo de ser solitário para sempre. Um dia, não aguentando mais essa agonia de gostar da serpente, ele conversou com ela.
Ela ouviu atentamente, e apesar de ser uma serpente não era venenosa e realmente sentia um carinho enorme pelo cão. Ela disse que infelizmente apenas sentia um grande apreço pelo cão, que entendeu errado o que significava seu carinho. Apenas amizade.
Aliviado do peso, o cão cultivou aquilo que a serpente nutria por ele. Amizade...
E entendeu que no momento, teria que frear o seu lado que necessitava de amor, após uma conversa com uma sábia magnólia da floresta., que o aconselhou a tomar o passo seguinte. E cultivou mais amizades, vivendo um tempo que ele perdeu dentro da sala preguiçosa.
Viu de repente ao seu redor, vários amigos, inclusive a serpente que estava feliz com o amigo que criara.
Um corujão sábio, dois irmãos ursos sarcásticos, uma garotinha ingênua da floresta, um cervo energético, uma pantera simpática, uma loba poderosa... E claro, um anjo em processo de "caição".
Tomado por uma nova energia, o cão seguiu alegremente pela floresta e não percebeu a paisagem mudando. Ele tardiamente percebeu que estava indo a uma parte onde não ia a muito tempo. Uma região mágica onde habitavam xamãs.
Surpreso com a descoberta de onde estava, explorou o lugar e chegou à praia e... UM ENORME NAVIO PIRATA ESTAVA ATRACADO.
-Ei você! Conhece a floresta? - uma voz feminina ecoou pela praia.
Ao olhar para a direção da voz, ele viu alguém. Uma garota pirata ruiva.
-Muito bem, senhorita - Disse o cão
-Eu quero entrar lá, mas não sei se consigo.
-Seja minha amiga... Eu vou te mostrar.
E assim uma bela amizade nasceu entre o cão solitário e a pirata ruiva.
Um festival ia ser realizado. O cão e a pirata entraram em polvorosa, afinal era algo que havia uma vez ao ano.
Riram, se divertiram... E o cão sentiu algo diferente no olhar da pirata. Dessa vez... Podia ser verdade?
E apostou tudo num gesto. Beijou-a.
E suas desconfianças se concretizaram. Ela correspondeu.
Mas ainda não tinha a certeza necessária para dizer se queria ficar junto do cão. Ele deu a ela a oportunidade de refletir se realmente queria investir num novo amor. no próximo mês haveria um novo festival e o cão pediu a ela que desse sua resposta nesse dia. A pirata precisou partir para sua terra. Na volta ela teria uma resposta.
Mas a sorte sorriu para o cão agora sorridente. Ela voltou uma semana antes do festival, e já com a resposta na ponta da língua:
-Sim.
3 meses separavam o cão de sua partida da sala isolada. E agora tudo o que ele mais queria era conhecer o mar. Junto da pirata, eles empreenderam uma viagem de mais 3 meses, antes de ter que voltar para a floresta. A pirata queria conhecer a floresta também.
Até hoje a viagem ainda não acabou, mas já estão em processo de regresso. Seu amor ainda tem muito mais viagens pela frente e muitas aventuras pela floresta.

E finalmente, o cão sorriu verdadeiramente. Sem precisar estar sonhando.

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Aos meus amigos da floresta, à serpente vermelha e à pirata que me transmite uma sensação incrível. A de ser vivo.

Te amo Jû ♥

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dark Avenger - Black Faeries

lol

E Crepúsculo tá entrando no crepúsculo!
Hoje fui ao médico e levei o bicho. Uma mulher ao meu lado, com uma criança chorona também teve a idéia de utilizar o ócio da sala de espera com leitura. Mas uma leitura que me fez levantar um breve e divertido sorriso.
"A arte da paciência".
Preciso dizer o que era divertido?.

Voltando ao Crepúsculo.
Quase terminando e minha pré-impressão antes de terminar a obra: Sei lá. Tá uma coisa meio... Melosa.
Não posso criticar a ação dos dois, porque eu sempre fui e sempre serei um homem apaixonado, but... após a vida te fazer prostrar-se de joelhos diante dela algumas vezes vc aprende uma coisa ou outra. Mas a essência fica.
Ver isso acontecer com outras pessoas (fictícias no caso) dá uma certa... vontade de dar um soco.
Na verdade comprei o livro com vontade de ver brigas entre lobisomens e vampiros, um poco de sangue DE VERDADE (tem uma cena no laboratório de biologia, mas é uma merda) e quem sabe um romance mais atenuado.

Mas calma, termino de ler e depois faço aqui algo mais formado.

Ultimamente, como andam percebendo os raros leitores do blog, minha vida (e consequentemente meus posts) aparentam estar girando em torno de livros e ócio.

Nem tanto.

Também aproveitei essas agonizantes férias (2 semanas pra voltar ao inferno/céu da Uel. Rimou.) pra tirar algumas virgindades, criar e reaver alguns costumes perdidos no decorrer dos anos.
Ir pra Londrina direto é o que há. Quem me conhece sabe que eu nos ultimos 3 meses reafirmei o que disse no começo do post. E claro, aproveito cada instante do lado da Jû na CIDADE MARAVILHOSA, que não... Não é o Rio de Janeiro. É Londrina mesmo... Não é segredo que sempre quis me mudar pra lá. E quando eu sair de casa daqui a (censurado) anos, já tenho fixa a idéia de onde eu vo passar meus dias de luta. E de paixão.
Nunca em toda a história, passeei tanto dentro de shopping e fui ao cinema.

Inclusive, assisti a um ótimo filme (com a ótima compahia de Jûjû e Dona Baris, minha segunda sogra) do Jim Carrey: Sim Senhor.
E olha... Apesar dos filmes dele seguirem sempre a mesma forma, desde O Mentiroso (Uma regra inquebrável, forças cósmicas, confusões, caras e bocas) não cansa nunca ver a figura em ação.
Dessa vez ele é um cara afundado em marasmo e ócio que vê sua vida social deteriorar e não faz nada pra isso. Mas um evento acontece e ele a partir daquele momento deve dizer SIM a todas as perguntas que lhe fazem. Como minha mente maldosa funciona a mil, eu logo pensei besteira quando ele também TINHA QUE FAZER o que lhe pediam.
Dexa queto.

E outra coisa do cinema que me chamo a atenção (e da Dona Maris) foi o Cartazão de estréia de Anjos e Demônios... Sim. Tom Hanks, quer dizer, Robert Langdon vai entrar em ação outra vez! o/
Esse sim eu quero ver. Juntamente com esse otro aqui. e esse daqui.

Dizer tudo o que eu aprontei nesses 3 meses é muito pra só hoje.
E o rum agora faz efeito...
Empirulitei-me

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Modern Talking - Olny Love Can Break My Heart

Quantas vezes preciso começar um post desse jeito? Depois de um tempão sem colocar uma linha no papel?
Pra falar a verdade, sou mais um leitor. Leio mais do que escrevo, egoísmo de minha parte. Nessa noite deu uma vontade de deixar algo aqui registrado. Sabe-se lá quando eu vo alimentar aqui otra vez, um minuto ou um mês não importa.

Falando em leitor, revivi uma chama que quaaaaaaaaase tinha se apagado desde quando fiz o cursinho a muito tempo atrás no longínquo 2007 (nossa, 2008 já virou comida de bigato!), o costume de escolher na estante um livro que te chama a atenção, abrir ele, folhear sem ler nada só por reflexo e devorar o bicho. Sem mais nem menos extrair a mensagem de cada linha, cada semi-silêncio de vírgula, cada fim de capítulo. Tudo.
Essa história do cursinho se deve a uma frase meio... sei lá. Não consigo descrever o que ela significou. Talvez vc que esteja lendo consiga.

-Agora, gente, é hora de estudar. De ler os livros do vestibular. Depois, vcs podem ler O QUE VCS QUISEREM!

Pegou a essência? Uma espécie de chantagem.
Bem. Lá se foi o cursinho, lá se foi o vestibular. Lá se foi o começo das aulas... E LÁ SE FOI A PROMESSA.
Afinal, nesse 2009 além daqueles Taylors, Faióis e o que valha, só consegui ler uns 3 livros. MUITO MENOS do que eu tinha armazenado durante o bendito Cobra.
Cheguei a fazer um comentário muito bem aceito para a sala da facul sobre o que eu ouvi em 2007. Mentiram pra TODO MUNDO! Sozinho nunca.

Nessas férias, de dezembro pra hoje, consegui lavar a égua.
Não sei se consigo lembrar de todos, mas vo fazer um resuminho de poucas linhas (ou tentarei) sem fazer nenhuma resenha EMPOLGADA (note que eu não disse EMPOLGANTE).

O primeiro na verdade foi uma revista de tirinhas, ou melhor, duas. Ambas de um dos personagens que eu mais curto em tirinhas: Dilbert.
Corra que o Controle de Qualidade vem aí e Você está demitido!.
As duas são coletâneas de tirinhas publicadas nos USA desde 1997. E muita piada de administrador... Hehehe

O segundo foi um livro de humor que eu comprei pelo título, mas totalmente enganado.
Só porque criou o mundo pensa que é Deus.
Pelo título, dá pra se deduzir que é um livro com piadinhas sobre o Todo-Poderoso e talz. Mas, não-tão-ao-contrário-assim (segundo o que o autor sugere), é humor de publicitário, contando várias situações e opniões (alguma BEM SURREAIS) sobre o que é ser publicitário e ter que criar campanhas do tipo NÃO É UMA BRASTEEEMP, ou MAMÍFEROS DA PARMALAT a um preço irrisório. Pensei em jogar fora, mas consegui dar algumas risadas, mesmo não sendo do ramo. Mas mais pela auto-depreciação do autor. Até mesmo no prefácio.
Após ler tive três conclusões: publicidade é um ramo BIZARRO, fiquei com medo do Festival de Cannes e também quero um Leão de Ouro.

(Cacete, olha o tamanho que já ficou essa resenha anterior)
O terceiro livro finalmente é uma história.
Abarat.
Título estranho, história estranha. E circunstâncias estranhas também, afinal é um livro juvenil, de fantasia escrito por Clive Barker, o autor de Hellraiser (Pinhead e Cenobitas ponto).
E eu tava com uma sensação estranha de que já conhecia o nome do autor enquanto saía do sebo e olhava a capa.
Conta a história de Candy Quackenbush, uma garota do Minnesota que vive numa cidade onde a única coisa que existe são... galinhas. Elas são pra Galinhópolis (sim, é o nome da cidade) o que os móveis são pra Arapa.
Cansada dessa vidinha tosca e de aguentar uma professora FDP, ela resolve andar por uma campina e descobre um portal pra outro mundo, dividido em ilhas e cada uma delas representando uma hora do dia (a 25ª hora é coisa do livro). E lá ela tem que enfrentar um assédio de muitos seres poderosos que vêem nela alguém especial que é decisivo para a dominação do mundo.
O mais legal de tudo são as imagens, feiras pelo próprio autor em telas de óleo, cada uma mais bizarra que a outra, mas super bem feitas. E fiquei sabendo posteriormente que a Disney quer transformar em animação. Blé.

(Caraleo!!! É incontrolável fazer esses resumões! Tenho pobrema!!!) O quarto deles também foi uma aventura.
A Cidade das Feras.
Confesso que esse livro eu resisti um pouco pra ler, algo não me atraía. Será a mania de julgar pela capa? Mas quando terminei Abarat, fiquei sem mais nada pra ler, além de Christine - O Carro Assassino. E como Cidade das Feras era mais fino, resolvi ler antes.
E me chamem de bobo, mas adorei o livro.
Alexander é um garoto americano que a contragosto vai morar com a avó aventureira e durona, que leva ele pra Amazônia com uma equipe de reportagem a fim de encontrar um animal que espalha medo e terror pela floresta chamado apenas de "A Fera".
Conhece uma garota brasileira intimamente ligada aos índios, chamada Nadia. Descobre que cada pessoa têm um animal totêmico ao qual sua alma está ligada, conhece o "povo da neblina" e descobre um verdadeiro Éden em plena Amazônia...
Vários elementos fantásticos são racionalmente explicados, mas algo te diz que tem um tantinho de magia naquele canto isolado do mundo. Vide a bendita "Cidade das Feras".
Não tem como dizer muita coisa desse livro sem estragar surpresas.

O quinto livro foi uma volta ao cursinho. Foi um presente da Jû que me fez recordar das saborosas aulas do Juarez. Apesar de ser um professor meio arrogantezinho, as aulas dele eram um show.
Uma Breve História do Mundo.
Desde quando a gente era pouco mais que um macaquinho civilizado até o fim do século XIX, o autor (Geofrey Blainey, lembrei por causa do segundo vocalista do Iron Maiden, Blaze Blainey) tem um modo bem envolvente de trançar as histórias das civilizações ocidental e oriental. Putz... Olha só! Ele fala da China e da ìndia antiga onde um monte de livros semelhantes só tem olhos da Arábia pra diante.
O mais engraçado desse livro é que eu li ele quase todo dentro de um consultório médico, numa manhã onde uma guerra civil quase estourou lá dentro porque o médico se atrasou uma hora. Placidamente viajei pelas eras...

Agora o sexto foi o melhor. Quiçá o melhor em tempos.
O Ladrão de Raios.
Quando eu fui comprar meu caderno, resolvi dar um chego na seção de livros. Vi os best sellers e me detive em Crepúsculo. Resolvi levar apesar do precito e logo ao lado tinha um que eu vi lá em Londrina, num catálogo: O Ladrão de Raios. Leo-não-levo, resolvi gastar uma grana que eu SEI que vai me fazer falta. E não vo me arrepender. ADOREI!
Percy Jackson é um garoto disléxico e com défcit de atenção quase sobre-humanos que após alguns eventos estranhos descobre que os antigos deuses do Olimpo ainda vivem, junto com todos os monstros e personagens da mitologia grega. E que os deuses ainda voltam pra Terra pra fazer o que eles sempre fizeram... PRECISO DIZER O QUE QUE É?
Tá bom, sei que têm algumas mentes mais inocentes lendo ATÉ AQUI.
Eles voltam pra se envolver com mortais e deixar alguns semideuses pelo caminho. E Percy é um deles, filho de... Hehehe.
Mas o "caflito" desse livro se dá em torno do raio mestre de Zeus, que tá puto da cara e compra briga com Poseidon, a terceira Guerra Mundial tá pra estourar e adivinha pra quem sobrou reaver o bendito raio que o parta?
Sabe... É Harry Potter total esse livro, mas pela mitologia e pela história bem amarrada eu acabei me viciando e mal espero a hora de "Mar de Monstros" ser lançado em março/abril.
E vai virar filme ano que vem.

Agora eu to lendo Crepúsculo, mas prefiro acabar de ler primeiro pra depois deixar uma resenha, ou tentar deixar, porque as poucas linhas acabaram saindo meio textuais demais.
Argh.

E só pode ser praga. Abarat, Percy Jackson e Crepúsculo são todos séries.
O que isso tem de mais? Adorei todos!!!
Agora quero ler os outros e vai demorar um tempinho pra conseguir juntar tudo.
Mas pelo menos vai valer a pena. e TEM que valer. Afinal, livros não são baratos aqui no Brasil.
Deve ser por isso que o povo não gosta de ler. Ou aprendeu a não gostar.


Parece mais capa de um DVD de Death Note.