quarta-feira, 20 de maio de 2009

Gamma Ray - The Winged Horse

De repente deu aquele calafrio subindo pela espinha... Uma sensação de que algo vai acontecer de muito ruim, caso não se aja a tempo.
Levanto a cabeça e olho em volta, procurando não seio que, não se sabe aonde...

"Ó!!! ALÁ!!!"

Uma linda garota, com seus frescos 20 anos, cabelos castanhos e ar simpático. Daquelas que vc não tira o olho na balada e toma uma dose antes de chegar. Conhecida de vista, a empresa é grande e sou relapso pra notar pessoas novas.Até aí nada de mais... Se não fosse por um simples detalhe: um papel AZULADO em mãos, que eu sei MUITO BEM o que é, nada mais nada menos que .

SAOVEÇE KEIN PUDEEEEE!!!
MEOLDELLLLSSSSS!!!! FUDEO MOSADA!11!1!!!1 CORAM PRAS COLINA!1!!!1!111
É RIFAAAAA!!!1!111!!!1!

Aproveitando que ela agarrava mais um incauto que caiu no adjetivo "ar simpático" (que, de longe, é a pior arma que um rifeiro dispõe, depois claro do papo assistencialista de: "ajudar fulano a comprar tal coisa"), me levantei de minha cadeira e tentei fingir naturalidade, quem sabe o cafezinho, ou um banheiro... Mas o problema era que tanto a garrafa quanto o banheiro ficavam BEM ATRÁS do corredor onde a bunda da rifeira apontava.
Comofas/

Simplesmente naofas, ela já me viu.
A vítima que acabara de perder o dinheiro do happy hour para a vampira assistencialista estava com o olhar vazio, perdido no vazio, tentando quem sabe tentar entender o que acabou de acontecer. Pobre alma.
Mas eu estou consciente do perigo.
Ela me viu e agora me desafia com o olhar como se dissesse num tom de voz de assalto: "Qual desses nomes vc vai escolher? Pega o da sua esposa, quem sabe dá sorte?"
Ela não tira os olhos de mim, e ignora totalmente as vítimas que estão entre eu e ela ( a maldita deve estar pensando: "Esses não conhecem minha verdadeira face, não sairão daqui depois de arrancar a pele daquele ali!!!"). Lá vem ela.
Dou um passo pra trás, ela dá um pra frente, com aquele sorriso impassível e medonho no rosto e cartão azulado e caneta bic preta na mão como se fosse uma arma letal. Dou mais um pra trás, ela vem mais pra frente.

NOSSO HERÓI SERÁ MAIS UMA VÍTIMA DA TERRÍVEL RIFA???
Continua...

domingo, 17 de maio de 2009

Saxon - Ride Like the Wind

É duro esses dias de frio.
Não consigo me mexer. Seja congelado ou seja de preguiça... Meu rendimento (em quase tudo, menos no quesito dormir) cai que é uma beleza.
Sou pecilotérmico? O.o

Comecei a ler ontem aquele livro daquele filme que todo mundo diz que é bom, mas chato bagarai.
2001 - Odisséia Espacial (Ou 2001 - Uma Odisséia no Espaço).
Pois bem, do que se trata?
Simplesmente das origens do conceito de "humanidade".

O meu antigo professor Juarez, do cursinho, no começo de suas aulas tinha passado um filme e deu pra ver os olhos dele brilhando.
Um macaquinho, junto com outros macaquinhos numa planície desolada, quente e seca lutando pra sobreviver e marcar seu território.
O ponto gozado foi quando eles encontraram outros macaquinhos (nada diferentes) e começaram a gritar uns pros outros. Qualquer semelhança com o ultimo rolo que vc arranjou NÃO é mera coincidência.
Daí aparece um monolito muito loko que faz alguma coisa com os macaquinhos, dá pra ver, pela cena posterior, onde um dos macaquinhos olha uns ossos e pega um deles. Começa a bater nos outros ossos, bate num porquinho e come ele.
Nessa hora que o professor elevou a voz e falou com uma voz quase embargada de emoção

-PESSOAL! Essa cena que vocês vêem é a primeira fagulha de inteligência humana. Essa cena marca o nascimento da tecnologia, dos satélites, dos carros, computadores e celulares que vocês usam... Essa, minha gente, é a cena onde a humanidade se criou e se cria até hoje.

Belas palavras... XD

Em seguida, o mesmo macaquinho com o osso na mão vai "brigar" com aqueles outros que na outra cena só discutiram. Mas ele toma coragem, vai lá e bate em um com o osso.
Foi... Cômico!
Ele bateu e saiu correndo, depois veio e bateu mais um poco, quando o outro tava caído no chão.
Nessa hora o professor falou:

-E aí, vocês estão vendo que o "homem" descobriu que tem poder sobre a vida e a morte de seus semelhantes. Seria melhor o saguizinho ter deixado o osso quietinho no lugar dele, não acham?


Pra mim, se aquele macaquinho não tivesse pegado o osso, outro pegaria e a merda seria idêntica.

No livro, eu terminei a saga dos macaquinhos.
Já comecei com o salto que o tempo deu, em dois mil e não sei quando (2001?), falando de um professor que foi três vezes à lua e uma vez em marte.
Inveja...

Na real, esse livro quer trazer talvez à tona a mesma "teoria" que o vigarista Erich von Dankien (jornalista sensacionalista querendo se passar por historiador), de que em tempos remotos da história, o mundo foi visitado por seres de outro planeta que os humanos tomaram por "deuses" e "mestres".
Pirâmides, zigurates, linhas de Nazca... Segundo Erich (e o meu professor) são verdades irrefutáveis. Visto que eles deixaram várias pistas, algumas bem sinistras.

Minha opnião?
Sensacionalismo e um ótimo gancho pra HQs, livros e filmes. Até pra música, afinal o meu CD preferido do Gamma Ray (Somewhere Out of the Space), é uma homenagem ao filme de Stanley Kubrick (autor também do sensacional Laranja Mecânica). Gosto tanto que eu já fiz até uma montagem com a capa do CD que ficou no meu desktop por meses...
Olha o nosso amigo macaquinho aí!!1!1111!!1ONE

Aha - Take on Me

Depois de horas mexendo no blog, dei umas mudadas nessa bagaça.
Não parece muito diferente, são coisas sutis, mas que estavam dando já no saco.
Algumas colunas tortas, bordas estranhas que mudam de cor, espaços desiguais, imagens sem margens decentes.
Também tentei mudar o cabeçalho pra essa imagem, mas não deu muito certo. Depois descobri comofas pra ficar certinha, mas daí deu preguiça e resolvi deixar o inuzinho curioso ali em cima.
Nunca maisQuando eu tiver vontade de novo, eu mexo... ^^

Euli

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Steppenwolf - The Pusher

Hoje tenho uma ótima crônica na manga!



O Homem Nu




Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.

Fernando Sabino


Toda vez que eu leio essa crônica eu racho de rir!!!
É surreal demais!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Saxon - Crusader

Tempodeprovas.
Tempodeprovas.
Tempodeprovas.

Só tirei notão até agora.
Nada de repetir o fiasco do ano passado.

Tanto que vale de tudo.
Até tomando absinto. (Nunca mais)


E pensar que essa merda que parece inofensiva tem 89,9% de teor alcoólico.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Bonnie Tyler - Bitterblue

Fim da maratona.

10 horas mergulhado no fantástico e mágico mundo da Contabilidade de Custos. SEM PARAR.
Entre matérias-primas, preços de venda, margem bruta e outras maravilhas que vc apenas encontra aqui nesse curso xenxaxional que é ADM.

E engana-se aquele que pensa que eu fui sozinho
Bonnie Tyler e The Carpenters fizeram questão de me acompanhar nessa saga épica.
Ah. Como foi boa a trilha sonora do meu domin... feriado.
A falsa rouquidão da voz de Bonnie tem o poder de me deixar sonhando. Ela é idêntica a uma secretária que trabalhava comigo e tinha uma alegria que impressionava a todos...
Karen tem um tom tão límpido, um som que sai como cristal. Um rouxinol que morreu anoréxico e marcou a dupla dos Carpenters como uma das mais trágicas histórias da música.
"Please, please Mr. Postmaaaan."

VIVA OS ANOS 80 e a musica de verdade!!!
(Dando mais três vivas e gritando HEAVY METAL IS THE LAW!!! também)

Saxon

Modern Talking

Bonnie Tyler

Abba

The Carpenteers

Helloween

The Carpenters - This Masquerade

Madrugada, acabei de fazer uma lista pro próximo front aos sebos londrinenses (bem que eu gostaria que fossem LONDRINOS, enfim...)
Vários livros que ME INTERESSAM, sem muito compromisso com teorias desgastantes.
Foi assim, fuçando em blogs de ebooks, que passo essa noite pré-feriado-bitola, traduzindo: estudar pelo menos 5 horas pra prova de Análise de Custos, que promete 4 horas de tormenta mental.

Ei-la (Ao som de Bitterblue, da incrível Bonnie Tyler):

Mundo Submerso - J. G Ballard
Admirável Bundo Mundo Novo - Aldous Huxley
Coraline - Neil Gailman
Tripulação de Esqueletos - Stephen King
A Estrada da Noite - Joe Hill
V de Vingança - Allan Moore
A Ilha do Doutor Moreau - H. G. Wells
Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams
Devorador de Almas - Michelle Paver
Advogado do Diabo - Morris West
De Bagdá, com amor - Melinda Roth
Coração de Vidro - José Mauro Vasconcelos (Esse eu já tive a MUUUITO TEMPO ATRÁS )
100 Melhores contos de Humor - Flavio Moreira da Costa
O Bebê de Rosemary - Ira Levin
Devoradores de Mortos - Michael Crichton
Deuses Americanos - Neil Gailman

E também visualizar autores:

H. P. Lovecraft (Criador da maior mitologia de horror existente: Chtulu)
Stephen King (Dispensa comentários)
José Mauro Vasconcelos (o autor de Meu pé de laranja-lima)
Arthur C. Clarke (Gênio de 2001: Uma Odisséia no Espaço)

Óbvio que muitas dessas maravilhas eu não vo encontrar, ou então o preço terá gosto de mar.

No more.

Terminei. Curti.